quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Por enquanto...

... que eu encontro tempo para escrever a 3ª (e última) parte dos livros de 2013, fiquem com essa ilustração linda da espanhola Sara Fratini.

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Retrospectiva 2013 (livros) - parte 2

Uma boa história merece sempre ser ilustrada. Desenhos fazem parte da minha vida, mesmo quando leio qualquer livro sem ilustrações começo a criar na minha mente ilustrações que poderiam se encaixar naquele trecho específico (sempre fico dividida em ir desenhar ou continuar a ler o livro, acabo só fazendo alguns rabiscos enquanto paro para fazer alguma outra coisa). Em 2013 não poderiam faltar livros com ilustrações, graphic novels e livros infantis com histórias memoráveis.









Valsa Com Bashir - Ari Folman e David Polonsky

É um longa-metragem de animação israelita de 2008 bastante premiado que posteriormente foi transformado em quadrinho. Tenho o filme no computador, mas por problemas com a legenda nunca o vi completo. Sobre a Guerra do Líbano de 1982, o massacre Sabra e Shatila e especialmente sobre lapsos mentais que as guerras deixam nas pessoas. Foldman (autor e diretor) não compreende como suas lembranças podem estar tão difusas e procura antigos colegas para tentar preencher estas lacunas. Ler o quadrinho apenas lhe deixa com mais vontade de ver o filme, imagina que as cenas animadas possam tocar ainda mais. Aconselharia a ler após o filme.


O Inescrito (1 ao 4) - Mike Carey e Peter Gross

Lançado no final de 2012 esta série com o selo Vertigo fez com que meu 2013 tivesse uma pitada de ansiedade pelo próximo encadernado (o quinto era para ter saído em dezembro). A história é maravilhosa e apesar do quadrinista deixar a desejar as capas fantásticas da Yuko Shimizu são daquelas que dá vontade de você mandar imprimir e colocar como poster no seu quarto. Imagine que seu pai cria uma série de livros que vira fenômeno mundial e batiza o nome do personagem igual ao seu. Este é o ponto inicial para a história de Tom Taylor que vive em função do universo criado pelo pai como ganha-pão (participando de eventos, lançamentos de filmes e convenções). Para piorar o pai em questão está a um bom tempo desaparecido e a série está inacabada, mas tudo muda (ou piora ainda mais) quando uma garota começa a questionar sobre o passado do rapaz em uma palestra... Bom, só lendo.


Asterios Polyp - David Mazzuchelli

É do meu namorado e eu preciso devolver, mas antes disso quero ler mais umas 3 vezes. Elaborado apenas em cores CMYK (Ciano, Magenta, Yellow e Black), que é justamente as cores que usamos como base na impressora, com elaboração de desenhos variados e cada um com um propósito próprio, nada é feito ao acaso nesta obra, é um verdadeiro estudo sobre as possibilidades narrativas dos quadrinhos. Asterios é um super arquiteto reconhecido no meio acadêmico por seus prêmios mas que não concretizou nenhum de seus projetos. Uma bela noite seu apartamento pega fogo e ele tem que sair de casa com poucos objetos. A história é justamente um pouco de seu passado e o que ele vai fazer depois desta virada em sua vida. Lindo e viciante (mas preciso devolver).

O Inimigo - David Cali e Serge Bloch

Comprei esse livro na cega, gostei da sinopse e pedi junto com livro à baixo e outro específico de Design em uma compra coletiva promovida pelo diretório acadêmico do curso. Minhas aulas como estagiária regente de história envolveram todo o período das duas grandes guerras mundiais e me dá aquela pontinha de vontade me mandar meus ex-alunos lerem. As ilustrações são lindas e simples (me fazem desejar montar um e-book interativo dele) assim como o texto que trata sobre os pensamentos de um soldado sozinho dentro de uma trincheira que combate outro na mesma situação, o inimigo. Vale a pena dar uma olhada, se você assim como eu se questiona tanto sobre os conflitos existentes no mundo.

O pato, a morte e a tulipa - Wolf Erlbruch

Li este livro pela primeira vez em Dezembro de 2012 na Livraria Cultura enquanto meus pais tomavam café. Com meus olhos marejados, tive que ler para eles. O livro é fininho, com ilustrações delicadas e simples, texto curto que faz o leitor refletir. É o tipo de livro que eu não empresto, dou para a pessoa ler na minha frente. É o tipo de livro que eu gostaria de que todos lessem apenas para saber se sentiu o mesmo que eu. Lindo, delicado, selecionado como infanto-juvenil mas para todas as idades.

Turma da Mônica: Laços - Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi 

Me lembrei desta obra depois de tirar a foto dos outros livros. Laços foi comprada pelo meu namorado para ele, mas no momento em que ele me emprestou já sabia que não teria mais este encadernado (posteriormente, comprei outra igual para ele). As revistinhas da Mônica fizeram parte da minha infância de modo intenso, eu tinha uma pilha de revistinhas (minha mãe doou todas), vários almanacões de férias, as revistas maiores que eram paródias de filmes, tive um Bidu (que por sinal era o nome do cachorro da casa da minha avó materna) e um Sansão de Pelúcia. Para completar, quando a internet foi instalada em minha casa o primeiro site que entrei foi o da Turma da Mônica [que por sinal era bem diferente] (é só pensar e a musica toca na minha cabeça), meus finais de semana em casa eram lendo as histórias e tirinhas que eles disponibilizavam on-line. Laços tem uma delicadeza em precedentes, os desenhos da Lu me dão vontade de chorar de tanta fofura, a história é delicada, simples e com a essência da turminha que fez parte da minha infância. Esta é minha primeira Graphic MSP e eu sinceramente espero que não seja a única.

PS.: Se você sempre quis saber o porque o Cebolinha é o único personagem a usar sapatos você precisa ler a história dos irmãos Cafaggi.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013 (livros) - parte 1

2013 foi provavelmente o ano que eu mais me dediquei a leitura. Não apenas de textos teóricos para a faculdade, mas livros de literatura, contos, clássicos, novos-clássicos, lançamentos, infantis e quadrinhos. Eu posso até me confundir com alguns títulos que eu li em Dezembro de 2012, mas essencialmente estes talvez foram os principais livros de 2013 (em partes, pra não ficar muito comprido).


O Fantasma da Ópera - Gaston Leroux

Nunca mais assistir o espetáculo da Broadway ou  filme vai ser a mesma coisa. O personagem do fantasma (Érik) é bem mais complexo no livro e bem mais envolvente. Acontecem coisas e existem personagens que não são retratados nas adaptações. Todo respeito e admiração as adaptações e maior ainda à obra. Tardes inteiras de leitura em cima da cama, o mundo não existia para mim, apenas o livro. Ler e ficar aquela sensação de... será que foi verdade? é um sentimento fantástico, definitivamente tenho vontade de reler e dizer ao mundo que amo ainda mais esta obra.

A Desobediência Civil - Henry Thoreau 

Minha primeira compra na Estante Virtual. Thoreau é o pai-fundador do anarquismo, 2013 foi o ano se rever alguns conceitos sobre essa linha de pensamento e poder assim se posicionar e observar as demagogias nos discursos de alguns que se dizem parte deste movimento. Bastante radical em suas ideias chegou a ser preso por não pagar impostos (ele se recusava a pagar impostos a um estado que se envolvia em uma Guerra da qual ele não concordava) e um dos primeiros a revelar preocupações com ecologia e ambientalismo. Desobediência Civil é um ensaio que inspirou Gandhi, que fala sobre revolução pacífica, responsabilidade de cada um perante o Estado... 80 páginas, letras grandes. Bom para refletir.

O Mágico de Oz - Baum 

Me apaixonei pela edição Bolso de Luxo da Zahar editora. Sempre tive vontade de ler esse clássico norte americano mas sempre acabava adiando (pode-se até dizer que 2013 foi o ano que eu li mais clássicos). As ilustrações originais, a capa dura em um verde esmeralda lindo, a folha de rosto representando os tijolos amarelos, um primor de edição. Mas sinceramente, todas as adaptações do livro criam uma expectativa exagerada do livro que é simpático, mas nem um pouco fantástico. Foi uma decepção para mim saber que os sapatos não são de rubi, mas prata (lendo sobre o histórico do livro é em verdade uma alegoria sobre o Movimento Populista, valor de moeda, ouro e prata), a bruxa do oeste não é verde...

O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgeard

Ganhei de aniversário junto com O Fantasma da Ópera depois de assistir a adaptação com DiCaprio. Já conhecia a história, já havia inclusive assistido o filme de 1974... Não sei o porque, mas acabei esperando mais do livro. Ele é ótimo para analisar o pensamento da época, a vida nos loucos anos 20, a completa ignorância com as mulheres e a tão atual vida das aparências e falsidades. Mas para mim faltou alguma coisa. Acabei me envolvendo com a história do autor e fiquei com vontade de ler outros livros dele, mas principalmente fiquei com vontade de ler o único livro de sua esposa Zelda (que acaba sua vida em um Hospital para loucos).

Selvagens - Don Winslow 

Meu pai ganhou de presente no Natal (aquele livro que você lê porque está por perto). A capa já é utilizando as fotos do pôster do filme homônimo de Oliver Stone. Acabou o ano passando e eu não procurando assistir o filme. O autor já havia trabalhado como detetive particular e eu acredito que isso aliado a ele estar inserido na vida americana interessada em guerra do Iraque, briga de gangues e narcóticos acabou gerando o livro que foi eleito um dos melhores do ano (2012) pelo New York Times (mas nós sempre suspeitamos dessas listas, não é mesmo?). É um romance ao estilo policial (sem policiais) com dois rapazes e uma menina que formam um triângulo amoroso (bem práfentex) e um cartel de drogas. Drogas, brigas, sexo, alucinações, cartel, palavrões constantes, mortes, Califórnia e irritantes diminuições de nomes em siglas e apelidos.

Livre - Cheryl Strayed 

Horas e horas de caminhadas com a autora deste livro. A narrativa é uma espécie de autobiografia da autora no momento em que ela resolve percorrer uma trilha que cruza os Estados Unidos de Norte a Sul, a Pacific Crest Trail. Fiz a sua resenha para o Addict Girls. Fiquei animada para fazer uma caminhada do mesmo estilo (sou super animada para fazer o Caminho de Santiago de Compostela), mas ao final achei que o livro deixou um gostinho de que podia ter uma "amarração" melhor no último parágrafo. De qualquer forma, indico o livro, ele é muito legal.