domingo, 29 de junho de 2008

Vamos falar sobre moda?

O São Paulo Fashion Week acabou, deixando então as tendências para o verão 2009; e olhe que alguns editores andaram cantando a morte das tendências, o que revelaria uma moda mais livre e pessoal, o que em minha opinião ela já é, ao menos quando a plicada a mim, mas isso daqui a pouco explico.


Aos domingos como é um dia mais livre assim que posso leio o jornal, nos demais dias acabo lendo a noite ou pego apenas um caderno para ler no ônibus. Mas o que tem a ver o jornal de domingo com o final do SPFW? É que o caderno especial de Domingo foi praticamente todo sobre as tendências verão e na parte de saúde o assunto foi um corpo de modelo mais saudável.
Fiquei espantada com uma recente pesquisa sobre os hábitos nutricionais de 26 modelos profissionais entre os 14 e 24 anos feita pelo Hospital do Coração (São Paulo). “Delas, 30% eram mal-nutridas com déficit na ingestão de cálcio, ferro e vitaminas do complexo B. Elas ingeriam, em média, metade do potássio recomendado, que é de 3,4 gramas e consumiam 11 miligramas de ferro por dia, quando o ideal são 18. Além disso, elas se alimentavam com excesso de proteína (19% do total calórico, em quanto o recomendado é 15%).
Um dos dados do estudo que mais chamou atenção foi que 50% das modelos que participaram da pesquisa têm gordura corporal maior que 20% quando deveria estar entre 11% e 20% nessa faixa etária. Isso significa que, relativamente, elas tinham mais gordurinhas do que músculos.”
O bom é que agora essas garotas serão acompanhadas durante um ano com orientação nutricional para o ganho de massa magra e perda de gordura, logicamente com atividades físicas. Mas é chato saber que nem todas têm essa “sorte”, quantas outras estão no mesmo barco? Uma má nutrição arrecada problemas muito sérios no futuro como osteoporose, maior facilidade para engordar e, em alguns casos lesões associadas ao crescimento.
Outra coisa preocupante citada na matéria, mas não muito abordada, são justamente as gurias não-modelos e mortais como eu que ao assistir aos desfiles sofrem já que não é qualquer corpinho que fica bonito nos “microminesbiquínis” da moda e acabam fazendo loucuras (literalmente) para chegar a um corpo desejado.



Vamos então a um ponto que eu sempre abro em discussões assim; eu não posso reclamar do meu físico, sou o tipo de magra que tem o corpo mais desenhado, sei que se colocar uma mine saia (mine, não micro) bem arrumadinha, uma camisa pólo e um tênis mais sequinho vou estar bem vestida, com uma boa composição, vamos assim dizer (sem nada destoando). No entanto, não uso isso, passo longe de roupas curtas por não me sentir bem as usando. Sendo assim vou estar “out” se não usar os shortezinhos e as mines nesse verão?
Já se foi o tempo em que a moda reprimia tanto, hoje vejo uma mais democrática, ou quem sabe para mim a moda seja assim (ilusão?). Tudo é muito adaptável e se a “onda” é usar biquínis com cortininhas (exemplo) de que adianta eu usar se não vou me sentir bem ou até mesmo não vai me cair bem? Pode-se estar na moda sem estar igual a todo mundo, e é isso que hoje em dia se é mais procurado na moda, o mais importante e valorizado por mim é o estilo próprio. Ressalvo, ter estilo não é andar com boina porque é diferente (coisa que nem é mais), usar calças feitas de saco de batata (nada contra, se quiser use) ou usar saias godê e escutar musicas de uma cena “underground” , isso é fazer parte de uma tribo urbana. Se pode ter estilo (próprio) sendo headbanger, emo, grunge, ou até mesmo sendo nada (como eu). É, a moda ultimamente nos dá essa opção de o que queremos dela, o que vamos aproveitar. Afinal ninguém merece ser escravo de tendências, né?





Afinal, a Kurkova tava lá no SPFW com as celulites dela, feliz da vida... nós mortais podemos fazer o mesmo, não?



Fotos, créditos: para a Oficina de estilo e a segunda é do desfile da Thais Losso no Fashion Rio


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