segunda-feira, 15 de setembro de 2008

À moça que jogou o potinho pela janela

Estou escrevendo em homenagem a uma singela moça que subiu hoje no ônibus, e ainda tomava seu café da manhã, um conhecido iorgute de uma conhecida marca que promete regular seu intestino (ela, uma garota saudável não quer ficar ficar "inchada"). Não era exatamente início da manhã, digamos que já se passava das nove horas. Não havia reparado nela, estava revisando alguns tópicos para a prova de espanhol, e afinal, não era todo dia que depois de correr atrás do ônibus além dele parar, ainda estava vazio. Sentei na frente, naquele lugar depois da catraca com dois assentos que o único que tem a frente é a cadeira única (que foi onde a mulher sentou).
Até que próximo a um certo colégio, próximo não, na frente, ela que estava tomando o iorgute naqueles potinhos que você come com a colher (mas ela estava tomando como se aquilo fosse um copo) acabou. Natural, tinha que acabar em algum momento, né? Então eu olho para a minha frente e percebo um movimento horrível... Ela que acabara de tomar jogava sem dó nem piedade o potinho janela à baixo.
desenho dela alá super pig
Minhas, pupilas dilataram, diante daquele terror todo, consegui apenas falar baixinho... "porca"... Droga, eu e a minha mania de me reprimir... Olhei para a frente onde ficam as cadeiras especiais e o motorista, buscando o lixeiro que normalmente fica próximo ao motorista, afinal não custava nada pedir ao cobrador para dirigir-se a lixeira e colocar o potinho lá dentro e não jogar pela janela. Passei então a olhar para ela freneticamente, não consegui me controlar, ela estava com um coque um pouco desfiado, em uma orelha levava um brinco estilo indígena daqueles bem grande que chega no ombro, um tomara que caia cinza, uma calça jeans escura colada e com desgastes de fábrica, levava também 2 bolsas, uma eu acho que era uma pasta, mais se eu vi não me lembro ou não quero me lembrar... o que eu mais me lembro é da minha indiginação ao ver o fato. Era uma moça que agente via que tinha recebido educação em casa, ao menos isso parecia, fiquei pensando no quanto há pessoas que quererem parecer chiques, bem vestidos e cometem esses "deslizes" independente do "berço". Chegando próximo a minha parada ainda procurei na minha bolsa se havia uma sacola de plástico para entregar-lhe e com um sorriso irónico dizer "para não jogar mais coisas pela janela", mas tinha tirado todas as tranqueiras que eu levava na minha bolsa ontem só pegando o essencial para hoje. Pedi a parada... desolada ainda olhei para a lixeira ao lado do motorista, desolada e estupidamente limpa, pedindo um lixinho... desci do ônibus pensando se afinal eu era a única que ficava desse jeito por causa de um potinho de iorgute jogado pela janela.

2 comentários:

Fê Resende disse...

ai, credo! o desenho ainda é bonitinho pra ela, não?

Hannah disse...

Awn, devo admitir que ela era bonitinha até jogar o potinho, depois disso virou um troll fedido... :P