quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Pete Pan e Wendy II

“A casa de número 27 ficava a alguns metros de distância, mas, como havia caído um pouco de neve, papai e mamãe Darling caminhavam com o máximo de cuidado para que não sujassem os sapatos. Eram as únicas pessoas que estavam na rua, e todas as estrelas os observavam. As estrelas são lindas, mas não podem participar ativamente de nada, só observar. Isso se deve a um castigo que receberam por alguma coisa que fizeram há tanto tempo que nenhuma sabe do que se trata. As mais velhas ficam maio apalermadas e raramente falam (a linguagem das estrelas consiste em piscar), porem as mais novas ainda se interessam pelas coisas. Para falar a verdade, as estrelas não são amigas de Peter, que tem a horrível mania de se aproximar delas por trás, às escondidas, e soprar para tentar apagá-las. Mas elas gostam tanto de se divertir que nessa noite tomaram o partido do menino e não viram a hora de afastar os adultos. Assim, logo que o Sr. e a Sra. Darling entraram na casa de número 27 e a porta fechou, houve uma grande empolgação no firmamento e a estrela menorzinha da Via Láctea gritou:
– Agora, Peter!” pág. 30

Peter Pan e Wendy
J. M. Barrie
Companhia das Letrinhas

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Peter Pan e Wendy

Uma vontade de reler uns livros “antigos” (do sentido de que já tinha lido a muito tempo) me tomou um pouco antes de uma amiga me emprestar Crepúsculo (livro por sinal muito facinho de ler, em 3 dias, apesar de não ter muito tempo, “destruí” o livro, aguardo agora por alguém que possa me emprestar Lua Nova).
Tenho a mania de ler algo durante as férias, e até mesmo em época de aula eu luto contra a minha vontade para me forçar a dormir. Durante uma dessas noites (férias) com vontade de ler, olhei na prateleira o tímido livro de J.M. Barrie que se tornou um clássico infantil, eternizado no teatro e até mesmo então nos cinemas pela Disney, o clássico Peter Pan e Wendy que tem os seus fundos revertidos para o Hospital Infantil de Londres. A vida de Barrie o encaminhou a escrever Peter, o filme Em busca da Terra do Nunca em que o próprio é interpretado por Jonny Deep apresenta apenas uma parcela do que o influenciou, e, diga-se de passagem, de uma forma um tanto fantasiosa, nada que não se possa perdoar, afinal, é cinema.

A leitura desse clássico é uma delícia, e é justamente por isso que vou redigir alguns trechos para, quem sabe, não influencia alguém a lê-lo?

(Livro no momento com Adriano em quanto eu viajo - estou em SP)

então já sabem, próximos posts...
Peter Pan e Wendy de J.M. Barrie

domingo, 14 de dezembro de 2008

Morre Bettie Page

Um dos ícones da revolução sexual dos anos 50-60, Bettie Page, morreu em Los Angeles aos 85 anos.



De acordo com a revista Playboy :
"The Queen of Pin-ups. The model of the century, yet she remains one of its best kept secrets.".
Ela que foi transformada em um dos símbolos sexuais do Século XX, foi uma das primeiras modelos a posar para a revista masculina Playboy. A modelo "pin-up"era conhecida pelas suas poses provocantes, geralmente de biquíni. "Era a encarnação da beleza e capturou a imaginação de uma geração com seu espírito livre e descarada sensualidade" Mark Roesler, seu agente.



Por sua testa ser larga de mais para usar o cabelo repartido ao meio (como mencionaria o fotógrafo amador Jerry Tibbs - foi ele que "criou a pin up Bettie"), Bettie acabou por eternizar a franja convexa lisa. Fora o cabelo, ela inventou moda com seus maiôs, biquínis e a tanginha clássica de oncinha...

As diversas imagens em que a modelo aparecia em poses sadomasoquistas (Boudage - tiradas pelo fotógrafo Irving Klaw) geravam críticas. Em uma entrevista à Playboy em 1998, Bettie disse que nunca pensou que as fotos fosse motivo de vergonha para ela. “Eu me sentia normal e era muito melhor do que passar oito horas em frente a uma máquina de escrever, o que era muito monótono” - ela havia trabalhado como secretária.

A modelo desapareceu definitivamente da vida pública sem uma rasão definitiva em 1958... alguns acreditam que tudo isso foi graças ao seu segunda casamento, mas a única coisa que se sabe deste foi que Page se tornou uma devota religiosa.




Bettie Page encarnava a mulher idependente do pós-guerra, insirou e ainda inspira vários artista até hoje. Ela havia dado entrada em um hospital no mês passado com pneumonia, na semana passada ela sofreu um ataque cardíaco e nãp consequiu se recuperar entrando em coma. Morreu no dia 11 de Dezembro.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

"Before I was an illustrator I was a child"

Eu disse que ia fazer um post sobre uma desenhista, não?
.

Curiosamente eu a "encontrei" no site do cantor Mika, em um post que ele falava do trabalho dela, que é muito bonito, diga-se de passagem.
O nome dela é Sophie Blackall, seus desenhos me lembram as ilustrações do livro Desventuras em Série com uma pitada alegre e pessoal, já viveu em Sydney e em Nova York (onde até hoje reside no Brookyn), tem como influencias fotografias antigas, sombras, nuvens, mapas, selos postais, entre diversas coisas que ela mesma fala em seu site (além deste ela tem um blog!).
No site dela tem os livros que ela ilustrou e alguns cartões para vender.



Pouco tenho a falar sobre ela seus desenhos fantásticos são auto explicativos. Site e Blog.

"Before I was an illustrator I was a child"
Sophie Blackall

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Feira Japonesa - Recife

Depois de emocionantes aulas, apresentações, provas, "a" final de economia, trabalhos, provas pra casa, prova em casa, múltipla escolha, aberta... ainda falta os professores mandarem as notas... ainda falta a prova de sociologia (amanhã)...

Fui pra feira japonesa esse domingo - dia da caminhada da paz - na praça do arsenal da marinha com meu primo, meu irmão e meu namorado. Gente, fazia tempo que eu não ia pra esses eventos animequalquercoisa (e eu não esperavar que a feira fosse ser assim [explicação daqui a pouco]), confesso que gosto, em especial para conhecer animes novos e comprar mangas com promoção ou que não encontro mais em bancas (esses dois ultimos são o principal motivo para ir - no meu caso), tudo bem é divertido ver o pessoal "entrando" na personagem, mas o que eu escutei de besteira... não dá pra contar... e gente gritando sem motivo... a menina gritou no meu ouvido, em um momento de pura histeria por nada... (gente doida!) não estigmatizo otakus, nada contra eles, são pessoas como outras qualquer, mas vamos combinar que gritar não dá, em especial quando não é por causa de uma barata ou assalta ou (em casos chatamente compreensíveis) quando o seu ídolo (de preferência que recussitou das trevas) aparece na sua frente - se bem que nesse caso é mais recomendável procurar um analista ou quem sabe desmaiar mesmo...

Acabou que eu não consegui comprar o que eu tinha em mente, mas acabei comprando uns mangas de X (da Clamp - virou o anime apocalíptico Xtv) que vai acabar se tornamndo mais uma forma de torrar meu dinheirinho (e mais uma coleção!), mas graças a isso a feira valeu a pena... Ok, a companhia era boa, presenciei cenas que deram boas risadas, e eu acabei vendo no caminho da Cultura parte de uma apresentação da Orquestra Sintonica Jovem do Conservatório Pernambucano. Mas era muita gente para ver pouca coisa!! Cofsso que na minha infância, sem quer ser a nostálgica, essa feira era realmente sobre cultura japonesa, não que a moda otaku, anime, mangá não seja japonesa... mas se tratava mais de mostrar elementos e danças da cultura japonesa parte de uma tradição que encantava a muitos... Infelizmente o que era para ser uma feira cultural se tornou um evento de otakus (e novamente, não tenho nada contra otakus!).

Imagem: Nana Oosaki do mangá Nana lançado pela JBC que está na 5ª edição - fui a feira justamente para comprar do 3 ao 5, mas tinha apenas o 5 quando eu cheguei - há também o anime que vale muito a pena (em especial pela música)