quinta-feira, 16 de abril de 2009

Obama é pop III

Demorou, mas cá está o post que eu havia prometido sobre Obama.
Está um pouco cru, talvez ainda não fosse a hora de "publica-lo", mas cá está... sim; quero escrever um pouco sobre Michelle, mas não prometo nada...
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Luterking disse que demorariam 40 anos para os Estados Unidos elegerem um presidente negro, demorou 45, e finalmente aquele simpático candidato de discurso bonito chega à casa branca... Agora é Senhor Presidente! Os Estados Unidos da América dão boas vindas ao seu novo presidente, o mundo em si, dá as suas boas vindas na esperança de uma renovação, na polícia, na economia, na ordem mundial (?! Parece coisa de Comic, né?).
Não é de espantar que um país como os EUA tenha o primeiro presidente negro das Américas. Nós que falamos tanto do preconceito racial dos norte americanos não conseguimos chegar nem tão perto de eleger um negro ou uma mulher à presidência como eles fizeram (ao mesmo tempo!), nós e nossa visão hipócrita de que nosso país por ser fruto da diversidade e da diferença (mito em que ainda acreditamos) seria mais fácil para ele sublimar sentimentos retrógrados de preconceito de classe, sexo, gênero e raça.
Obama veio em um momento crítico na história dos estados unidos, crise econômica, problemas com a fatídica guerra do Iraque, mundo de pernas pro ar... Um negro, mulçumano (nome), de descendência direta com Africanos... Quem diria que seria ele?
Não vou começar com o discurso de que ele vai transformar o mundo capitalista em algo mais receptivo, porque creio que não vá, ele, obviamente, vai buscar maneiras de levantar os Estados Unidos dessa crise (e obviamente vai levantar alguns outros países acalmando um pouco os mercados)... mas não vai ser algo tão simples assim, bom... quanto a isso não vou me ater mais não porque já temos um bom tempinho em que ele está no poder então, já estamos sentindo um pouco como vai ser o mandato do então Sr. Presidente dos Estados Unidos.



Mas queria mostrar uma coisa diante da candidatura de Barck Husen Obama, uma lição que podemos trazer um pouco para o nosso país...

Sabem quem durante as campanhas mais acreditou nele? (Michele não conta! – futuro post, por sinal!) A juventude norte americana, que se fez presente indo muitas vezes de porta em porta para tentar convencer as outras pessoas que aquele candidato era a melhor opção para o país. Obama na festa da posse dedicada a juventude disse que muitas pessoas chegaram para ele confirmando que foram convencidas pelos seus próprios filhos a votarem naquele negro sorridente de idéias diferentes.
Outra lição é a que esse movimento todo talvez não houvesse ocorrido se os americanos tivessem a nossa lei de obrigatoriedade do voto, eu mesma confesso que era a favor do voto obrigatório até essas eleições presidenciais dos EUA. “Você assume a responsabilidade de não ter votado, e estará aceitando a escolha dos outros. Vendo por esse lado, é mais difícil não votar do que votar”, me disse um garoto muito inteligente quando o questionei sobre o voto obrigatório ou não. E para vocês verem, a movimentação nas urnas eletrônicas nessas eleições de Obama foram uma das maiores dos Estados Unidos, a movimentação nas ruas era nítida, o compromisso das pessoas diante desse direito de eleger o seu representante foi abraçado por diversas pessoas, o que não vemos ocorrer em nosso país que já está cansado da política.
Outra coisa que me fascinou nessa campanha foi o seu próprio lema “Yes, we can” (Sim, nós podemos). Gente se pararmos para ver o que essa frase significou e está significando para diversas pessoas não só nos Estados Unidos, mas no mundo, é algo para ficar maravilhado.
A candidatura de Obama é uma prova ao mundo de que é possível o novo. Levando-nos a refletir quanto ao voto e nossa responsabilidade política e social. Mostra o quanto se as minorias se juntarem é possível sim fazer a diferença. Lembra-nos da importância de buscar pessoas além de dedicadas e interessadas, capazes para nos representar.



Um filme para pensar um pouco quanto ao voto, no seu compromisso quanto as suas decisões políticas, afinal o seu voto pode realmente fazer a diferença: Promessas de um cara de pau (swing vote), com Keving Costiner, um pai solteiro que por alguns motivos seu voto não é computado durante uma acirrada eleição presidencial que acaba empatada sem o seu voto... E logo ele que não estava muito interessado na política e só estava inscrito como eleitor por insistência da sua filhinha. - o filme poderia ser mais ácido, mas já ajuda você a pensar sobre algumas coisas...


O "Yes, we can" de Obama, não é aplicado apenas aos americanos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bom o seu texto, você escreve muito bem!
Parabéns pela sua visão... eu concordo com quase tudo, principalmente com o fato de os EUA ter sido o primeiro país a eleger um presidente negro nas américas, coisa que nosso país, que é constituido principalmente pela raça negra, não foi capaz de fazer!
Quanto à obrigatoriedade do voto, eu não acho que seja esse o nosso problema, e sim o fato de os brasileiros serem muito influenciáveis, e, por muitas vezes, acabarem votando nos políticos que a Rede Plin plin manda... um belo exemplo disso foi a eleição e a retirada do presidente Collor do poder, onde tanto a eleição quanto quanto a sua "remoção" ocorreu previamente decidido pela Rede Globo, que se utilizou da sua influência sobre o povo, para realiza-lo!.
Isso fora o fato de que a educação no nosso país vai de mal a pior, e acho que a falta de uma educação descente também influencia muito negativamente nos políticos que nós elegemos, e acredito que mesmo que não houvesse a lei da obrigatoriedade de votos, a situação do nosso país não seria muito diferente, já que o povo continuaria votando em quem a rede Globo mandasse!